A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, presidiu sexta-feira [20.03.2026] ao acto de lançamento da obra científica "Espécies Marinhas Mais Frequentes na Costa Angolana", de que é co-autora, que documenta e caracteriza 106 espécies representativas da biodiversidade marinha nacional.
Marco histórico para o conhecimento científico nacional, “Espécies Marinhas Mais Frequentes na Costa Angolana” foi desenvolvida pelo Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha (INIPM), em parceria com a Direcção Nacional para os Assuntos do Mar e Economia Azul (DNAMEA), Universidades nacionais e a Convenção da Corrente de Benguela (BCC).
A obra identifica e caracteriza peixes pelágicos e demersais, crustáceos, moluscos e espécies em risco de extinção, estabelecendo a primeira linha de base científica nacional sobre a biodiversidade da costa angolana, banhada pela rica e biodiversa Corrente de Benguela. Entre as 106 espécies documentadas, o livro dá particular atenção às espécies ameaçadas presentes na costa angolana, incluindo o Manatim-africano (Trichechus senegalensis), três espécies de tartarugas marinhas (Carettacaretta, Chelonia mydas e Lepidochelys olivacea), diversas espécies de tubarões e raias, para além de aves marinhas como o Alcatraz-do-Cabo e a Gaivina de Damara.
As espécies de valor comercial Carapau-branco, Sardinela, Atum, Pescadas, Garoupas e Camarão-real são igualmente caracterizadas, fornecendo dados fundamentais para a gestão sustentável da pesca nacional.
O lançamento do livro coincide com a apresentação da Estratégia Integrada para o Sistema Nacional de Biodiversidade Marinha de Angola, que prevê a criação de uma plataforma digital de gestão de dados, um Atlas GIS nacional, um dashboard de apoio à decisão política em tempo real e um portal público de educação ambiental.
Até 2030, Angola compromete-se a criar três novas Áreas Marinhas Protegidas e a expandir a vigilância costeira para 350 milhas náuticas, consolidando o seu posicionamento como referência regional na Economia Azul africana.